Foto: Brasília, set/2010.
Minha poesia
Que chega vagarosa, cautelosa
A generosos ouvidos,
Não alcança as bombas da Nicarágua
Nem chega a tempo dos curativos.
Minha poesia
Vê cinema, chora
Pensa nos horrores do mundo e vai embora,
É covarde escrever
Palavras metralhadas, torturadas.
As palavras estão inteiras
Não possuem dígrafos
E ainda podem sorrir.
As letras exiladas
Se erguerão em outra língua.
Mas os gritos da língua silenciada
Onde ecoarão?
Roubaram a acústica da poesia?
Minha poesia
Vê cinema, chora
E vai embora.
Algo falta à poesia
Mas ela está completa
Fez o seu papel
Num papel de um caderno qualquer.
O que falta
É o que a incompleta a cada instante
A cada instante que olha para o chão
A cada instante de consolo
A todo instante de adaptação.
Falta o mundo viver em torno dela
Falta a poesia
Ser uma flor amarela.
10/04/1997
nem adianta: é pra mim e pronto! hahaha
ResponderExcluirRs, sinta-se à vontade! Bjocas.
ResponderExcluirA flor branca fez uma poesia pra flor amarela!
ResponderExcluirBjoso