"Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu"
Arnaldo Baptista / Rita Lee
Rezei coragem com fé
E pulei.
É noite,
Agora estou na fenda do cânion.
Faz tudo aqui
Frio, calor, saudade, medo, alegria, mais medo,
mas confio.
Durmo no breu
E sorrio de espasmo
Como recém-chegado.
Grito o que quero
porque estou sozinha
E porque estou sozinha
Viro cigana
Leio o rumo da mão
Mas antes viro Deus
E rabisco o prumo da vida
Agora o louco sou eu.
Sei das certezas
de modo estranho e natural.
Me disfarço em tristeza
e me demoro
não mais que o suficiente.
Sofro para me justificar com o mundo
e não abusar da confiança
E também para que não me deixem só
quando me julgarem capaz.
Às vezes sofro sério
Mesmo sabendo.
27/04/2010
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