Rolo a pedra mais uma vez.
Eu subo com ela
até por fim no fôlego.
Descanso.
A cada vez
as pontas se vão.
O sentimento fica mais claro,
a dor mais lúcida,
o amor livre.
Rolo a pedra trezentos dias por ano
as mãos já são ásperas
o coração já não.
28/05/2010
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