Não sei como decidi
andar sobre o fio da navalha.
Mas quando abri os olhos
já deslizava sobre o perigo.
Lembrei dos tempos de yoga...
respiração, leveza
o corpo flutua
assim sobrevivo.
Pena não nasci
oriental ou militar.
Às vezes penso, peno e peso
sobre os desejos.
Sinto a dor futura
quando a fera do tempo
ronda em ameaça
separa nossas mãos,
quando temo que as canções
e os poemas estrangeiros
me chamem do sonho
e em queda,
sinta meu pé na lâmina fria.
Entreguei meu ouro,
Não avisto mais o lobo.
Vejo a primeira gota,
reconheço a cor tardia.
E acreditarias que não me arrependo?
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