Eu nem sei
Só existe o vasto
E eu nem sei
O que vacila em mim.
Mas agora
que acordei
agora sim
posso dizer onde dói.
Eu tenho todas as suaves
doces esperanças
Eu tenho todas as mágoas
negras destemperanças
Eu trago tempestades
hormônios e sonhos de criança
Eu trago, traço
engasgo, conserto.
Agora eu deixo tudo passar
tudo o que não for exato ou reto
e não há mais capela, véu
ou outro corpo a me segurar.
Quando respiro
Dói aqui na nuvem.
Mas só de viver,
Só de viver, alivia.
25/02/2011
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